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Tempo médio para vender de imóvel bate recorde, mas preço não baixa

Clipping do Dia: 10/11/2017

Publicado em: 09/11/2017

 

Tempo médio chegou a um ano e quatro meses, o maior já registrado. Apesar da oferta grande, preços recuaram apenas 0,5% em 12 meses

Está difícil vender um imóvel hoje em dia. O tempo médio para concretizar o negócio bate recorde e, mesmo assim, alguns preços não caem, como seria de se esperar.

“São três quartos, sendo uma suíte, varandão, sala, cozinha e uma pequena área, e duas vagas na garagem - 130 metros quadrados”, anuncia a artista plástica Aglaia Peltier.
 
Preço inicial: R$ 750 mil, isso há cinco anos. Hoje o imóvel está anunciado por R$ 600 mil. E ainda sem comprador
 
“Prejuízo. Você paga IPTU, você paga condomínio, conservação do apartamento. Você de vez em quando tem que dar uma limpeza e aqui em volta de mim também tem vários, mesma situação minha. Eu acho que é a crise. A crise está feia. Não há dinheiro. Não sei quando vai melhorar essa situação”, lamenta Aglaia.
 
No Brasil, o tempo médio para se vender uma casa ou apartamento chegou a um ano e quatro meses, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias. É o maior tempo de espera já registrado.
 
Mas, mesmo com tanta oferta, os preços cedem pouco. Nos últimos 12 meses, recuaram, em média, apenas 0,5%.  
Com o excesso de oferta e estoque alto o normal seria que todos os preços baixassem mais. Mas não foi isso que aconteceu. Os corretores explicam que os donos dos imóveis antigos resistem em cobrar menos. Já nos lançamentos, as empresas não podem esperar.
 
“Tem muito imóvel antigo estocado porque o vendedor do imóvel antigo não é profissional de venda. Cada um pede o preço que prefere. Então é um pouco mais difícil de lidar”, explicou Edson Pires, que é diretor de imobiliária.
 
“O imóvel valia R$ 500 mil, foi quase a R$ 1,5 milhão e agora vou baixar para R$ 500 de novo? Não. Ele vai dar pequenos descontos, ele vai testando o mercado, ele vai vendo até onde ele pode segurar, não vender. Às vezes até coloca para alugar”, diz Leonardo Schneider, vice-presidente do sindicato da habitação (Secovi-Rio).
 
Num lançamento na Zona Oeste do Rio, o preço do apartamento de dois quartos caiu de R$ 620 mil para R$ 425 mil.
 
“Você tem prazos maiores. Você tem financiamentos com condições bem diferentes, eles têm buscado incentivar esses possíveis compradores através de promoções, descontos, né? Acho que é o momento propício para quem quiser comprar um imóvel, um momento que está entrando num momento de baixa”, afirmou Schneider.

 

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